14/12/10

Cerveja e a tua idade



Adivinho a tua idade pela cerveja!!!

Mesmo para quem não aprecia cerveja, vale a pena fazer o cálculo.

A Matemática é fascinante! Abstrata, porém, lógica!!!

Não digas a tua idade, EU vou dizer! Vou decifrar a tua idade pela MATEMÁTICA DA CERVEJA!

Não aldrabes! É rápido!

1. Primeiro: escolhe o número de vezes em que gostarias de beber cerveja na semana (mais do que 1 menos que 10).

2. Multiplica o número por 2 (apenas para ser ousado).

3. Adiciona 5.

4. Multiplica por 50 (vou esperar enquanto pegas na calculadora ou abres o excel).

5. Se já tiveres feito aniversário este ano soma 1760. Se não tiveres feito, soma 1759.

6. Agora subtrai os quatro dígitos do ano em que nasceste.

Deves ter agora um número com três dígitos:

- O primeiro dígito corresponde ao número de vezes que escolheste para beber cerveja na semana!

- E os próximos dois números são A TUA IDADE!!!

Depois pagas uma fresquinha pelo meu talento e fica tudo certo :)

ESTE É O ÚNICO ANO QUE ISSO VAI FUNCIONAR (2010) ENTÃO DIVULGA ENQUANTO PODES.

08/12/10

Tempo

"Mais vale perder tempo com os amigos, do que perder amigos com o tempo"

01/12/10

Podia ser uma definição...


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

De uma entrevista do Chico Buarque

15/11/10

Milhares de Tarrafais

A insegurança e a criminalidade são temas muito do apreço dos que vivem do medo. Não que sejam irrelevantes. Eles limitam o bem mais precioso para qualquer sociedade que se queira decente – a liberdade – e são sintomas da desigualdade. Mas, quase sempre, aqueles que as têm como prioridades do debate político usam-na para nos oferecer como cura a própria doença: limitar ainda mais a nossa liberdade e promover, através do estigma, a desigualdade. Não é por isso de espantar que a criminalidade que não sirva esta agenda raramente esteja na ordem do dia.

Exemplo: a violência doméstica, que tem as mulheres como vítima quase exclusivas. Passa-se dentro de portas, não parece perturbar o quotidiano dos que não a experimentam e destrói essa cândida ideia que temos de nós de próprios enquanto sociedade moderna e evoluída. Este ano já tirou a vida a trinta mulheres. E estes são apenas os casos limite. Os espancamentos, as limitações violentas à liberdade individual, as humilhações que destroem até aos ossos a auto-estima de tantos seres humanos são banais. Fazem parte de um quotidiano que olhos e ouvidos de tantos decidem ignorar. Porque entre marido e mulher não se mete a colher.

Escondida entre quatro paredes, a violência doméstica deixa a vítima na mais completa e angustiante solidão. Muitas vezes corroída pela culpa, numa sociedade que ainda aceita com naturalidade que alguém pode ser propriedade de alguém. Que infantiliza as mulheres, tratando-a como um mero adereço. Que as trata como palradoras compulsivas, fadas do lar ou meninas mimadas viciadas em compras, que cada classe social trata dos seus próprios estereótipos. Que convive bem com a figura da “primeira-dama”, uma espécie de penacho de um Chefe de Estado. Que pergunta a uma mulher como concilia a vida familiar com a vida profissional mas nunca se lembra de fazer a mesma pergunta a um homem. Que trata a infidelidade masculina como sinal de virilidade e a infidelidade feminina como sinal de promiscuidade. Que paga, em média, mais aos homens do que às mulheres pelo mesmo trabalho. Que, tendo mais mulheres a sair das faculdades, não as deixa chegar aos lugares de topo, porque homem que é homem não aceita ordens de mulher. Que vê a função de “doméstica” com uma estranha naturalidade e a de “doméstico” como uma bizarria.

Uma mulher que me ensinou desde o meu nascimento muito do que sei fez-me saber sempre uma verdade fria: só é realmente independente e livre quem pode garantir o seu próprio sustento. Quando se pode fechar a porta sem olhar para trás. Por isso, podemos mudar muitas leis (e, ao tornar a violência doméstica num crime público, deixámos claro que, como comunidade, não aceitamos ficar em silêncio), mas nada conseguiremos enquanto as mulheres não conquistarem a igualdade como profissionais, trabalhadoras e cidadãs.

Só aí a violência doméstica deixará de ser uma questão de género. Só aí, milhares de homens demasiado inseguros para amar uma igual deixarão de conseguir transformar as suas casas em campos de concentração. Só aí conseguiremos punir estes selvagens como merecem. Só aí passarão a ser olhados com asco pelos seus vizinhos, amigos e familiares. Só aí ficarão sós até meterem nas suas fracas cabeças que ninguém pertence a ninguém. Só quando for maior vergonha ser um agressor do que ser “corno”, “banana” ou apenas civilizado, é que estriparemos do nosso quotidiano este crime que confunde amor com tortura. Só aí faremos justiça às trinta mulheres assassinadas em 2010 pelos seus companheiros, maridos ou namorados. No século XXI. Num país europeu.

Publicado no Expresso Online

01/10/10

WE NO SPEAK AMERICANO

Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto de vida.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

O principal pilar da vida é a amizade... Mas o que todos nós ansiamos é ter um amigo que se torne um amor... mesmo que este amor seja uma missão impossível ou completamente platónico.

Sinto-me assim... Feliz por ter amigos e por ter encontrado pessoas que me preenchem... Embora dentro de mim haja um grande e enorme vazio... Saudade é a palavra de honra que efectivamente me acompanha todos os dias... e é verdade... estou a passar uma crise de carência que me aperta o coração todos os dias.
Contudo é por voces que me sinto feliz... pelo menos por vos ter sempre aqui... ao pé de mim...

Peço desculpa de estar a desvanecer... mas é o processo que já deveria ter vivido e não vivi.

Perdi muita coisa... é verdade mas ganhei a batalha da ignorância pela minha vida e isso é o monstruoso pilar que me alicerça todos os dias que me levanto e tenho que sorrir porque tem mesmo que ser e porque olho para os lados e vejo o vosso sorriso...

Obrigada,